Comparação completa, com o que cada número significa na prática.
O tamanho da tela medido na diagonal, em polegadas. Tela maior NÃO é automaticamente melhor: o que importa junto é a densidade (quantos pontinhos por polegada). Um monitor de 24\" Full HD é mais nítido que um de 27\" Full HD, porque espalha os mesmos pixels numa área menor. Para jogar de perto na mesa, 24 a 27 polegadas é o mais comum; acima de 32\" a pessoa costuma sentar mais longe. Por isso deixamos o tamanho como informação, não como vencedor.
Quantos pontinhos (pixels) a tela desenha — quanto mais, mais nítida e detalhada a imagem. Full HD (1080p) é o padrão barato e roda liso em qualquer PC. 2K/QHD (1440p) é o ponto ideal hoje pra quem joga, mais nítido sem pesar tanto. 4K (2160p) é lindo mas exige uma placa de vídeo forte pra manter FPS alto — num PC fraco vira slideshow. ATENÇÃO: resolução alta só compensa se a sua placa de vídeo aguentar; senão, é melhor uma resolução menor com mais FPS.
O formato da tela. 16:9 é o normal (a maioria). 21:9 é ultrawide, uma tela mais larga que dá sensação de imersão em jogos e cabe mais coisa lado a lado pra trabalhar — mas nem todo jogo suporta direito. 32:9 é super-ultrawide, tipo dois monitores colados. Não é melhor nem pior, é preferência e espaço na mesa.
A tecnologia da tela, e cada uma é uma troca. IPS: melhores cores e ângulos de visão, ideal pra quem edita foto/vídeo — mas o preto fica meio acinzentado. VA: melhor contraste e preto mais profundo, bom pra filme e jogo escuro — mas pode deixar rastro (ghosting) em movimento rápido. TN: o mais rápido e barato, bom pra jogo competitivo — mas cores e ângulos fracos. OLED: o melhor de todos em contraste e velocidade (preto perfeito) — mas caro e com risco de marcar imagem parada (burn-in). Não tem um \"melhor\" absoluto: depende do uso.
O quão forte a tela ilumina, medido em nits. Quanto mais, melhor a imagem em sala clara ou com sol na janela, e melhor o efeito HDR. Um monitor comum tem 250-300 nits (suficiente pra sala normal). Pra HDR valer a pena de verdade, precisa de 400 nits pra cima — de preferência 600+. Abaixo disso, o \"HDR\" do anúncio quase não muda nada.
HDR (Alto Alcance Dinâmico) deixa as cores mais vivas e o contraste entre claro e escuro mais forte, quando o conteúdo suporta. Mas cuidado com o marketing: o selo \"HDR10\" ou \"HDR400\" sozinho não garante boa experiência — o que faz diferença mesmo é a tela ter brilho alto (600+ nits) e bom contraste. Num monitor de 300 nits, o HDR é mais etiqueta que efeito real.
Quantas vezes por segundo a tela se atualiza, em Hz — é o que deixa o movimento SUAVE. 60Hz é o básico (ok pra trabalho e jogo casual). 144Hz é o ponto gamer que todo mundo procura: dá pra sentir a diferença na hora, tudo fica mais fluido. 165/240Hz é pra jogo competitivo (FPS, luta). ATENÇÃO: de nada adianta 240Hz se a sua placa de vídeo não entrega 240 FPS no jogo — a taxa da tela e o FPS da placa andam juntos.
Quão rápido cada pixel troca de cor, em milissegundos (ms) — quanto MENOR, melhor. Tempo alto deixa um rastro/borrão atrás de objetos em movimento (o famoso ghosting), ruim pra jogo rápido. 1ms é excelente, 5ms é bom, acima disso começa a incomodar em jogo competitivo. PEGADINHA DO MARKETING: fabricantes anunciam \"1ms MPRT\" que é medido de um jeito mais fácil; o número honesto é o \"1ms GtG\". Aqui, menor é sempre melhor.
Tecnologia que sincroniza a tela com a placa de vídeo pra evitar aquele \"rasgo\" na imagem (screen tearing) quando o FPS oscila. FreeSync funciona com placas AMD (e na maioria das Nvidia também). G-Sync é o da Nvidia (às vezes exige um chip que encarece o monitor). Hoje quase todo monitor gamer tem FreeSync, que resolve bem — então não é um fator que decide compra sozinho.
Quais cabos o monitor aceita. HDMI é o mais comum (TV, videogame, PC). DisplayPort (DP) é o preferido no PC gamer porque aguenta taxas de atualização mais altas. DICA IMPORTANTE: pra rodar 4K a 120Hz (ou PS5/Xbox no máximo), precisa de HDMI 2.1 — as versões antigas (HDMI 2.0) travam em 4K 60Hz. Confira a VERSÃO da entrada, não só o nome.
Se a base deixa subir/descer, inclinar e girar a tela. Parece bobo, mas faz muita diferença no dia a dia: tela na altura certa evita dor no pescoço em quem passa horas na frente. Bases baratas só inclinam; as melhores sobem, giram e às vezes viram na vertical (modo retrato).
Se o monitor tem os furos padrão atrás pra prender num braço articulado ou na parede. Útil pra quem quer liberar espaço na mesa ou montar um setup com vários monitores. A maioria tem, mas alguns modelos finos/baratos não.
Aqui não há diferença que você sinta na mão — não é por isso que a escolha se decide.
De 4 pontos comparados, 4 são iguais. Só 0 diferenças mudam alguma coisa — no resto, você leva o mesmo monitor.
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